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Fur And Skin - Pequenina Dançarina

Fur And Skin - Pequenina Dançarina

Mensagempor Snowmeow em Dom 08 Set, 2013 2:12 am

Mais um arco da Série Fur And Skin. Este conta a estória de um relacionamento estranho e conturbado entre um humano e uma ooza que possui alguns problemas com sua altura - Pouca altura.
No entanto, apesar do tamanho, Bucky é muito geniosa e por não ter papas na língua, vai garantir bastante confusão a la Sessão da Tarde, em uma São Paulo que está descobrindo Tabax porque, um dia ou outro,isso iria acontecer.
Bucky foi inspirada em uma pônei shetland desenhada no livro "How to draw Furries", cujo PDF eu baixei pra ver se um dia aprendo a desenhar.
Espero que gostem.
NOTA: <Diálogo em tabaxi>


Fur And Skin - Pequenina Dançarina

—Bucky! Bucky! Bucky!

O vozerio, de vozes humanas, é direcionado a uma pequena figura. Uma ooza equina, com roupas folgadas, pelagem cinzenta, crina e cauda castanhas, e movimentos muito precisos para alguém de seu tamanho.

Boate La Macchina, São Paulo, 2 horas da madrugada. Campeonato de dança Freestep, categoria feminina individual.

Bucky é a única ooza participando do campeonato, e seus passos atrevidos e ousados surpreendem os juízes. Apesar de seu tamanho diminuto para sua raça (1,30m), ela é uma jovem pós-adolescente (23 anos), e sua leveza aliada à sua força natural da raça, permite manobras impossíveis de serem feitas mesmo por um homem não-treinado!

Três minutos de música depois, só se ouve o nome de Bucky sendo gritado à plena voz. Seu codinome foi dado devido à pequena incluir coices (Bucks, em inglês) em suas danças, verdadeiros chutes altos, dignos de artistas marciais.

Hora das notas. Tensão no ar. Sua concorrente direta também fez uma excelente dança, mas não chamou tanta atenção quanto aquela tampinha, como ela se referia à pequena ooza. Está preocupada, afinal, tinha sido campeã três vezes seguidas, e ganharia um “por fora” se conseguisse o quarto título.

Mas, foi quando levantaram as cinco placas, quatro com nota 9.9 e uma com nota 9.85, que ela viu seu prêmio bater asas e voar.

Pela primeira vez, desde que haviam começado os contatos entre Terra e Tabax, uma tabaxi é campeã de dança no La Macchina!

A jaqueta que sua concorrente carregava foi jogada no chão, a derrotada pisando duro para fora, sendo acompanhada de duas amigas suas. Suas intenções são claras: Dar uma lição naquela filha de uma égua, como ela passou a chamar Bucky.

Encontrou-se com a sua panelinha: uma turba de jovens bebendo sua vodka e escutando seu rap, sossegados. “Moe”, o líder da gangue, inquiriu sua colega.

(Moe)—E aí, Kate? Cadê o troféu?

(Kate)—Pfff... Aqueles juízes de merda... Resolveram dar o prêmio para uma forasteira!

(Moe)—Ah... Sério? Quem é?

(Kate)—É fácil de ver: Uma pequenina, com corpo de 12 anos e cara de potra.

(Moe)—P...P-potra?

Seu braço-direito, Jack, explica.

(Jack)—Uma ooza, de Tabax. Aquele povo meio-bicho, que tá vindo dar umas bandas por cá.

Uma onda de risadas invadiu o ambiente. Com certeza, Kate ficou irritadíssima!

(Kate)—PAREM DE RIR!!! AQUELA TAMPINHA ME HUMILHOU NA FRENTE DE TODA A BOATE!!!

(Moe)—(Eeeehhh...) Tá, e o que você quer que eu faça?

(Kate)—O que acha? Tá difícil de explicar?

(Moe)—Tá, já entendi. Você quer que a gente dê um “corretivo” nela, é isso?

(Jack)—Mas, Kate... Ela é baixinha, você pode dar um “corretivo” nela sozinha, não pode?

(Moe)—Jack... Não questione. A Kate quer, a Kate tem. Covardia é, porque você mesma disse, Kate, ela tem corpo de menina de 12 anos. Mas se você quer, então vamos dar um “corretivo” nela!

(Jack)—Você fala isso porque é pra você que ela abre as pernas, né? Não fosse pela alegria da cabeça de baixo, você usaria mais a cabeça de cima!

(Moe)—Olha como fala comigo, Jack!

(Kate)—Jack, fica na tua!

(Jack)—Eu tô fora. Se os outros quiserem, podem ir.

(Moe)—Tu é um covarde mesmo, Jack! Pete, Jo, vem comigo! Mas sem “brinquedos”... Vamos maneirar por causa do tamanho.

(Kate)—Aquela barranqueirinha vai ver só!...

Enquanto isso, ainda na boate... Bucky tomava mais um HiFi ao lado de suas colegas de raça, Thoá e Risara.

(Thoá)—<Viu só a cara daquela suywan convencida, achando que tinha ganho a parada, quando viu o troféu nas mãos da Bucky?>

(Risara)—<Ficou uma fera! Cuidado, hein, Bucky! Essa raça é traiçoeira até os ossos!>

(Bucky)—<Como se eu fosse ter medo de uma suywan irritada, bah! Eu danço em cima dela e das colegas dela!>

(Risara)—<Não brinca com isso, Bucky! Nós estamos fora de nosso ambiente natural, a Força Corretiva daqui não vai poder nos ajudar!>

(Thoá)—<Oi? A Bucky se garante, Risara! Nós não, que somos moças frágeis e sensíveis, mas a Bucky sempre foi durona! Não à toa, os suywan deram esse apelido pra ela!>

A boate está fechando. Já são quatro da manhã, e os frequentadores já estão indo embora para suas casas. Um tanto altas devido à bebida, Thoá e Risara andam abraçadas e meio trôpegas, com Bucky atrás delas, empurrando-as. Risara está com o troféu que Bucky ganhou, fazendo gracinhas com ele. Do lado de fora, Kate e seus comparsas as esperam.

(Kate)—A lá! Aquelas três cascudas! Vamos dar um cacete nelas até sangrarem pelos olhos!

(Moe)—Segura tua onda, Kate! Você tinha dito dar um corretivo apenas na pequena! Foi ela quem te humilhou, não as outras duas! Eu sozinho dou conta da pequenina. Pete, Jo, vocês deem um jeito pras amigas dela não ajudarem. Não vai ser tão difícil, dá pra ver daqui que elas estão de fogo!

(Jo)—Pode “dar uma pressão” nelas?

(Moe)—Como queira, seu tarado... Deixa apenas elas entrarem numa quebrada... Kate, não dá bandeira! Vamos seguir elas a uma distância...

Dito e feito, desconhecedoras dos caminhos do lugar que são, as três potrancas entraram em uma quebrada escura. Moe, Kate, Pete e Jo seguiram e entraram logo atrás.

(Thoá)—<Me diga que não... Mas eu acho que estamos sendo seguidas...>

A pequenina, única sóbria do trio, usa sua visão de quase 360 graus, natural para sua espécie. E, apesar da desvantagem numérica, ainda provoca.

(Bucky)—<Que foi, sua fracassada? Veio atrás de mim para me apresentar teu macho e seus coleguinhas?>

(Risara)—<É aquela derrotada! E veio atrás de encrenca!>

(Thoá)—<Bucky, são machos! Eu... Eu acho que a gente devia correr!>

(Bucky)—<Então correm vocês duas, porque eu vou sapatear em cima dela e dos machos dela!>

(Thoá)—<Mas... Mas são machos! E maiores que você!>

(Risara)—<(Thoá, quem não é maior que a Bucky?)>

(Bucky)—<E daí?> (Já visivelmente irritada) <Eu bato nos quatro e ainda dou uma conferida, pra ver se esses machos valem a pena! CORREM, SUAS BARRANQUEIRAS!>

Contrariadas e meio trôpegas, Thoá e Risara correm.

(Pete)—A lá, elas estão fugindo!

(Moe)—Deixa irem embora.

(Jo)—Mas e a nossa pressão?

(Kate)—DEPOIS VOCÊS VÃO ATRÁS DELAS, EU QUERO QUE DEEM UM JEITO NESSA VADIAZINHA!!!

(Bucky)—“Va-di-a-zi-nha”... <Oferecida, né? Eu mostro a vocês!>

(Jo)—Que idioma louco é esse que ela tá falando?

(Moe)—Blablablá de imigrante. PAU NELA!

(Continua...)
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Re: Fur And Skin - Pequenina Dançarina

Mensagempor TheXFoxX em Dom 08 Set, 2013 2:59 am

bem promissor, mas ate hj nao entendo por que todo baixinho e invocado.... todos os amigos que tive eram assim...
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Re: Fur And Skin - Pequenina Dançarina

Mensagempor Jibaku-san em Dom 08 Set, 2013 5:32 pm

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Você vai fazer o que eu acho que vai fazer?

E outra, tá aprendendo cronologia jogando Zelda?



Criticas à parte, muito boa história...
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Re: Fur And Skin - Pequenina Dançarina

Mensagempor Snowmeow em Dom 08 Set, 2013 9:00 pm

TheXFoxX escreveu:bem promissor, mas ate hj nao entendo por que todo baixinho e invocado.... todos os amigos que tive eram assim...

Deve ser um regra da natureza. xD Cachorros pequenos são mesmo mais invocados (Chihuahua, Shih Tzu, Pinscher) e personagens com menos altura sempre tiveram pecha de invocados (Mônica, Wolverine...),
Jibaku-san escreveu:Você vai fazer o que eu acho que vai fazer?

E outra, tá aprendendo cronologia jogando Zelda?


Criticas à parte, muito boa história...

Como assim, cronologia jogando Zelda?
E não se preocupe, essa estória está mais desenvolvida que os capítulos de Haras Hostel.
A propósito... Já leu meu capítulo mais recente de Haras Hostel?
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Re: Fur And Skin - Pequenina Dançarina

Mensagempor Snowmeow em Dom 08 Set, 2013 10:38 pm

(Continuando...)

(Moe)—Blablablá de imigrante. PAU NELA!

E lá foram os três ao ataque. Bucky, já tendo uma visão geral do ambiente, pulou com tudo para a direita, metendo os cascos na parede e subindo mais alto, deixando os três no vácuo.

Moe teve os reflexos fortes para não cair, ao contrário de Pete e Jo, que se esborracharam no chão. Todavia, foi o primeiro a ganhar um coice aéreo na cara. Parou no meio das latas de lixo. Pete e Jo, ainda se levantando da queda anterior, levaram coices na cara que, dada a musculatura compacta e explosiva de Bucky, os jogaram mais meio metro pra trás. Moe, já recuperado, e irritado pela petulância da ooza em lhe bater, procura qualquer coisa no chão. Acha um pequeno caibro. Kate ataca Bucky usando uma corrente, mas Bucky agarra a corrente e começa uma disputa aparentemente injusta de cabo-de-guerra. Moe avança com o caibro, Bucky abaixa para não ser pêga em um golpe horizontal, e tira a força do cabo-de-guerra pra ser puxada com tudo por Kate e sair de perto de Moe.

Bucky cai em cima de Kate, mas a humana é mais fria e já junta as mãos no couro da equina, tentando deixa-la indefesa. Moe, Pete e Jo, pedaços de pau em mãos, avançam lentamente, enquanto Kate entra em luta corporal com Bucky. Apesar de baixinha, a equina é forte, e a humana tem dificuldade em segurá-la.

Tanto barulho não passaria despercebido, apesar do horário.

“—Ei, Don, que muvuca é aquela?”

(Don)—Coisa boa não é. E ouvi a voz do Moe, com certeza, estão batendo em alguém. Vamos ver.

Don, um latino de seus 30 anos, é líder de uma gangue que rivaliza com a gangue de Moe e Kate. Junto dele, Zan (Filho de chineses) e Pezão (Um cearense que calça 48) estavam passeando. Tinham ido até a La Macchina, mas saíram antes das finais do concurso de dança.

Don, Zan e Pezão adentraram a quebrada. Bucky estava lutando contra Kate, que tentava lhe enforcar com a corrente, enquanto Moe, apesar de relutante, chutava a equina.

(Don)—EI, COVARDÃO! Batendo em criança?!?

(Moe)—Não é da tua conta!

Nesse momento de guarda baixa, Bucky pisou o pé de Kate e se livrou das correntes, mas não antes de dar uma generosa joelhada entre as pernas de Moe, fazendo-o cair de joelhos.

Pete e Jo tentaram agarrá-la, mas aí a gangue de Don interveio fisicamente. Moe, sabendo que a luta seria perdida, tratou de se retirar, arrastando sua namorada que ainda mancava do pisão de Bucky. Não demorou muito, Pete e Jo notaram que estavam em desvantagem e também bateram em retirada.

Dando gritos de “Covardes!”, Zan, Don e Pezão comemoraram mais uma briga ganha. Foi quando notaram que Bucky ainda estava lá.

(Zan)—E agora?

(Pezão)—Arriégua, é uma menina-potra! Daqueles que passam na TV!

(Don)—Você tá livre. Vai, pode ir.

Sinalizando caminho aberto, Don gesticula para que Bucky saia daquela quebrada.

(Zan)—Sem querer ser chato, mas... Eu acho que ela se perdeu dos pais dela.

(Don)—Será?

(Pezão)—E eu acho que ela não entende o que a gente fala.

(Zan)—Mas você pode falar na língua dela, né?

(Don)—Fazer o quê... Tive que aprender esse bendito idioma pra gente poder ter a ajuda daqueles...

(Pezão)—Vá lá falar com ela, deve estar assustada.

Don, aproximando-se lentamente em direção a Bucky, mãos levantadas, tenta puxar uma conversa.

Bucky está tensa, respirando com dificuldade, e aquele ambiente escuro não ajuda na focalização.

(Don)—<Você... Você está bem?>

Bucky se assusta: “Um suywan que fala no idioma toukan?”

(Don)—<Tudo bem... Você está entre amigos.>

Emocionalmente abalada por causa da briga onde quase viu a cara da morte, Bucky se joga nos braços abertos de Don, soluçando, embora tentasse continuando parecer forte.

(Bucky)—<Aquela maldita, queria mesmo me matar por causa de um concurso de dança idiota!... Não aceita perder, e não tem coragem pra me encarar sozinha, chamou os machos dela pra me pegar, aqueles...!!!>

(Don)—<EI! Você é a Bucky?> (Para Zan e Pezão) É a Bucky, malucos!

(Zan)—Bucky? A dançarina?...

(Pezão)—Tava muito parruda pra ser uma menina...

(Don)—<Então você ganhou da Kate? Não é qualquer uma que ganha da Kate num concurso de dança! Er... Acho que não fomos apresentados, foi tudo muito... Rápido... Hehe... Eu sou o Don.>

(Bucky)—<Prazer... Então, vocês sabem quem eu sou?>

(Don)—<Como não saber? Você foi a única tabaxi inscrita no concurso de dança!> Mas na tela, você parecia... Maior.

O quarteto sai da quebrada. O céu está mais claro devido à proximidade da alvorada.

(Bucky)—<Estou toda suja por causa dessa briga!>

(Don)—<Estou indo pra minha casa, agora. Se quiser se recompor, pra depois tomar teu rumo... Pode ficar lá.>

(Zan)—Ei, Don, pra onde tá levando ela?

(Don)—Pra casa. E não vão pensar besteira!

(Pezão)—Ixi, agora sim que eu pensei! Olha o tamaínho dela, acho que ela não--

(Don)—Calaboca, Pezão!

(Bucky)—<Por que está gritando com eles?>

(Don)—<Porque eles estão pensando descabeçagens só porque eu te chamei pra ir pra minha casa.>

(Bucky)—<Machos... Todos iguais!>

(Don)—<Todos?>

(Bucky)—<Todos. Até que me provem o contrário.>

Don reconhece uma indireta quando ouve uma, e sabe que a melhor defesa contra esse tipo de indiretas é ficar calado. Dito e feito, não disse uma só palavra até chegar ao edifício onde mora.

(Don)—<É aqui onde eu moro. Não sei se tem desse tipo de construções lá em Tabax...>

(Bucky)—<Vocês empilham suas casas umas sobre as outras. Muito ooza pra pouco espaço. Eu li bastante sobre vocês antes de vir pra São Paulo.>

(Don)—<Então... Vamos.>

(Bucky)—<Hã... Não seria melhor deixar pra outra hora?>

(Don)—<Que foi... Tem medo de altura? Não se preocupe, basta não encostar no parapeito.>

Bucky olha pra cima, e não consegue disfarçar seu desconforto.

(Don)—<Não se preocupe, eu moro no segundo andar.>

A pequena ooza nitre, aliviada. Convencida, segue Don até seu apartamento. Nunca tinha subido em um elevador antes, por isso estranhou quando entrou e, ao sair, estava em outro lugar.

Curiosa, Bucky vê Don ir em direção a uma das portas, e abri-la: Está em casa. Resolve segui-lo, afinal, precisa MESMO de um banho.

A visão do apartamento de Don é a visão do puro caos: Roupas, objetos e diversas traquitanas espalhados pela casa, poeira se acumulando, comida velha na pia, junk-food por todo lado e a TV ligada para ninguém assistir.

(Bucky)—<Deixe-me adivinhar... Não tem uma fêmea morando aqui.>

(Don)—<Como percebeu?>

(Bucky)—<Intuição feminina... Esta casa parece um chiqueiro! Onde se toma banho aqui?>

(Continua...)
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Re: Fur And Skin - Pequenina Dançarina

Mensagempor TheXFoxX em Dom 08 Set, 2013 11:14 pm

RsRsRs intuição feminina foi boa ...vamos ver bo que esse encontro fortuito vai dar... pretende fazer um livro de contos?
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Re: Fur And Skin - Pequenina Dançarina

Mensagempor Snowmeow em Seg 09 Set, 2013 1:32 am

Tenho três (Dois são Furry) no AgBook/Clube de Autores, para quem quiser comprar.
Procure pelo autor "Jairo Navarro Dias".
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Re: Fur And Skin - Pequenina Dançarina

Mensagempor Jibaku-san em Seg 09 Set, 2013 1:35 am

Meu caro tigre deslistrado... Quando eu disse : "Você vai fazer o que eu acho que vai fazer?" , me refiro a dar continuidade a todo vapor para esse conto de deixar o anterior no vácuo...


Muito bom... Não coloque lobos churrascos e espero ver a continuidade de SEUS CONTOS( digo também ao Haras).
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Re: Fur And Skin - Pequenina Dançarina

Mensagempor TheXFoxX em Seg 09 Set, 2013 1:58 am

Jibaku-san escreveu:Meu caro tigre deslistrado... Quando eu disse : "Você vai fazer o que eu acho que vai fazer?" , me refiro a dar continuidade a todo vapor para esse conto de deixar o anterior no vácuo...


Muito bom... Não coloque lobos churrascos e espero ver a continuidade de SEUS CONTOS( digo também ao Haras).



Apoiado. Continue com eles, e pessimo quando uma estoria termina no meio....... deu pra entender o que quis dizer ne?
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Re: Fur And Skin - Pequenina Dançarina

Mensagempor Snowmeow em Qua 11 Set, 2013 8:50 am

(Contiuando...)

(Bucky)—<Intuição feminina... Esta casa parece um chiqueiro! Onde se toma banho aqui?>

(Don)—<Porta branca. Vai ter um vaso sanitário e um Box. Entre no Box e use o chuveiro.>

(Bucky)—<Certo...>

E a pequenina começou a se despir lá mesmo onde estava! Don, num relance, viu a cena e protestou.

(Don)—EI!

(Bucky)—<Que foi, agora?>

(Don)—<Por que você está tirando sua roupa aqui?>

(Bucky)—<Ué... Pra ir tomar banho!... Que foi, nunca viu uma fêmea nua antes?>

(Don)—<Da tua raça, nunca. Do teu tamanho, nunca. E fêmeas neste planeta não tiram a roupa na frente de machos, a menos que estejam a fim de...>

(Bucky)—<A fim de...?>

(Don)—<O-olha, na nossa cultura, a gente tira a roupa lá dentro do banheiro, com a porta fechada, pra ninguém ver!>

O rubor na face de Don era evidente. Bucky achou engraçado ver um macho desconcertado ante a nudez de alguém. Juntou suas roupas e foi pro banheiro, fingindo irritação.

(Bucky)—<Cada coisa que me aparece... Vou te falar, se você estivesse em uma praia de Tabax, você estaria perdido!>

(Don)—<MAS AQUI NÃO É TABAX!!!>

(Bucky, já no banheiro)—<Não grita que eu não sou surda!!!>

A pequena potranca acomodou suas roupas sujas do lado de fora do Box. Olhou as duas torneiras, cada uma com uma letra. Em Tabax, usa-se uma alavanca para liberar a água. Levou sua mão direita onde tinha a torneira com a letra “Q”. Girou de uma vez.

(Bucky)—<AAAAAAAARRRRRGHHHH!!!! QUENTE, QUENTE, QUENTE, QUEEEEENNNTEEEEEEEEE!!!>

(Don, da sala)—<GIRA A OUTRA!!!>

Bucky girou a outra torneira, com a letra “F” nela, e a temperatura caiu, ficando mais agradável. Fechou parcialmente a torneira “Q”, deixando a água ideal para ela poder se banhar. Só que os ooza não usam esponja de banho, eles usam um tipo de sabonete líquido. E a alturinha da pônei não a permitia alcançar o frasco de shampoo que ela julga ser sabonete líquido.

(Bucky)—<Suywan...>

(Don)—<Fala.>

(Bucky)—<Não alcanço o sabão!>

(Don)—<Tem um banquinho aí, sobe nele que você alcança. Minha irmã usa ele pra pegar o shampoo e o condicionador.>

(Bucky)—<Você tem uma irmã?>

(Don)—<Ela mora com os meus pais, mas uma vez por mês ela baixa aqui pra me torrar o saco.>

Enquanto Don explicava sobre sua irmã, Bucky colocava o banquinho citado na posição para subir em cima.

(Bucky)—<Ela é baixinha, assim como eu?>

(Don)—<Na verdade, ela tem d-->

--CATABLOF!!!

(Don)—Bucky?... Bucky?I?

Bucky havia escorregado do banquinho e caído no chão, batendo a cabeça numa das paredes do banheiro. O silêncio gelou o sangue de Don.

(Don)—BUCKY!!!

Abrindo a porta do banheiro, que Bucky não havia trancado (Porque não sabia que era pra trancar), Don invade o Box e vê Bucky caída, inconsciente!

(Don)—Bucky!!! Bucky!!! Fala comigo, porra!!! Cê tá bem?!?

Na mão esquerda dela, um frasco de shampoo, que tinha aberto devido à queda, e espalhava o produto pelo corpo molhado da pequena eqüina.

Olhando a cabeça de Bucky, Don vê um senhor galo, e um filete de sangue saindo dele.

(Don)—Bucky... Putaquepariu, ACORDA!

E Don sacode o corpo de Bucky, sem efeito. Tenta ver se o coração está batendo, levando a mão direita ao peito da pônei.

--TABEF!!!

(Bucky)—<Bem que me falaram que os machos suywan são meio tarados!... Aiii, minha cabeça...>

Sentado no chão, a marca da mão com os cinco dedos na cara, Don reclama.

(Don)—<Valeu pela “consideração”... E o idiota aqui achando que você tinha morrido...>

Indiferente a isso, Bucky espalha shampoo pelo corpo e esfrega com as mãos.

(Bucky)—<Parece que você mudou de idéia quanto à nudez, uma vez que ainda está aí, sentado, me vendo tomar meu banho... Tá gostando do que tá vendo?>

Completamente desconcertado, Don sai do Box e do banheiro, derrubando coisas pelo caminho. Bucky acha graça.

Após terminar o banho, Bucky, enrolada em uma toalha, questiona Don.

(Bucky)—<Ei, suywan, você disse que tem uma irmã do meu tamanho, né? Ela tem alguma roupa limpa aqui?>

(Don)—(Buff...) <Ela separou umas roupas velhas dela pra eu levar prum brechó, estão ao lado da minha cama, numa sacola branca. Escolha o que quiser e pode ficar com elas.>

(Bucky)—Ehre? <Legal da tua parte!>

A pônei vasculha a sacola, procurando por alguma roupa que ela ache legal (“Nenhuma roupa de baixo!...”, reclama consigo mesma), e resolve questionar Don novamente.

(Bucky)—<Ô suywan!>

(Don)—<Porra, pára de me chamar de suywan, caralho! Meu nome é Donaldo! Donaldo Vega! Me chama de “Don” que é melhor! Mas pára de me chamar de suywan!>

(Bucky)—<Ai, o suywan ficou bravinho!!! Ahahahaha... Como queira... Donaldo Vega. Só queria te perguntar se tua irmã não usa roupas de baixo, porque não acho nenhuma aqui!>

(Don)—<Nós não repassamos roupas de baixo usadas. É sujo! Quando uma roupa de baixo fica velha, nós jogamos fora.>

(Bucky)—<Costume fresco, esse de vocês... E escute, há quanto tempo você não tem uma namorada?>

(Don)—<Por que a pergunta?>

(Continua...)
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Re: Fur And Skin - Pequenina Dançarina

Mensagempor TheXFoxX em Qua 11 Set, 2013 12:28 pm

RsRsRs "Mas aqui não é Tabax", coitado do Don deve estar sofrendo e gostando um pouco desse choque cultural, esta cada vez mais divertido ler continue assim.
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Re: Fur And Skin - Pequenina Dançarina

Mensagempor Jibaku-san em Qua 11 Set, 2013 2:07 pm

Não sei porquê... Mas eu gosto de ver humanos quebrando a cabeça com os oozas... {cat:lol}
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Re: Fur And Skin - Pequenina Dançarina

Mensagempor Snowmeow em Qua 18 Set, 2013 11:36 pm

(Continuando...)

(Don)—<Por que a pergunta?>

(Bucky)—<Porque teu quarto tá cheio de revistinhas e outras coisas que filhote não pode ver, e pra mim, isso é falta de fêmea.>

O humano, irritado, se dirige para o seu quarto, a passos duros.

(Don)—<Mas... Mas QUEM te deu autorização pra mexer onde não dev...

Novamente, Don vê Bucky sem roupas, escolhendo as que iria vestir.

(Bucky)—So’dya... <Isso aí na tua calça... É um Bananão Paulista, ou você tá gostando de me ver assim?>

Irritado, Don fecha a porta do quarto, esbravejando do lado de fora.

(Don)—<TROCA LOGO DE ROUPA, CARAJO!!!>

(Bucky)—<Ah, respondendo a tua pergunta... Eu não mexi em nada, tá tudo espalhado pelo chão, em cima da cama, sobre os móveis... Não tenho culpa se você é desleixado.>

Respirando fundo, Don confere dentro da calça, e vê que Bucky estava brincando com ele. “Deve ter se enganado”, pensa.

Passam-se mais alguns minutos, e Don ouve bater na porta.

(Bucky)—<Ei, Donaldo Vega... Você me aprisionou aqui no teu quarto das perversões, ou eu já posso sair? Não se preocupe, já estou vestida!>

Vagarosamente, Don abre a porta, desconfiado. Todavia, as roupas que Bucky escolheu...

(Bucky)—<Tua irmã é meio magrinha, não?>

Na parte de cima, um top de biquíni, e na parte de baixo, um short de cintura baixa. Ambos ficavam muito colados em Bucky, mal cobrindo seu corpo.

(Bucky)—<Esse era o único que tinha espaço para a minha cauda. Não gosto de cintura baixa, mas...>

(Don)—<Você está usando a parte de cima de uma roupa de praia.>

(Bucky)—<Então é verdade, vocês usam roupas quando vão à praia...>

(Don)—<Não achou nada mais decente para usar em vez de esse... Esse...>

Indiferente ao que Don falava, Bucky resolveu conhecer melhor o pequeno apartamento do seu anfitrião, praticamente morta de cansaço.

(Bucky)—<Onde tua irmã dorme?>

(Don)—<Eu armo o sofá-cama pra ela.>

(Bucky)—<O que vem a ser um “sofá-cama”?>

Palavras não seriam suficientes para explicar àquela baixinha o que era um sofá-cama. Então, Don resolveu mostrar na prática: Desdobrou o sofá-cama e estendeu um colchonete por cima.

(Bucky)—<Olha, que prático! Economiza bastante espaço! Acho que vou pedir para o meu tio comprar um desses e levar pra minha casa em Rippata.>

A pônei se deita, cobrindo-se com um edredom rosa comumente usado pela irmã de Don.

(Don)—<Bom, boa noite. Vou dormir, também.>

(Bucky)—Ayté Ari.

(Don)—Cuma?

(Bucky)—<Meu nome verdadeiro. Ayté Ari. Você me falou o teu nome inteiro, me vi no dever de falar o meu também. Mas pode continuar me chamando de Bucky. Don...>

(Don)—<Fala, meia-entrada.>

(Bucky)—<Valeu pela ajuda... Amanhã vou me encontrar com as minhas duas amigas descabeçadas no Autam-Dea. Você me diz como chegar lá?>

(Don)—<Amanhã, eu vejo isso aí.>

(Bucky)—<Só mais uma perguntinha...>

(Don)—<Fala...>

(Bucky)—<Você é gay? Além de ter mó cara de bich...>

Um travesseiro voa do quarto de Don direto na cabeça de Bucky, que não consegue esconder a gargalhada.

(Don)—<Se eu fosse um caipira... Você ia ver só!!!>

(Bucky)—<O que ser caipira tem a ver com ser gay ou não?>

Don não responde nada, só fecha a porta. Bucky se deita novamente, mas liga seu celular.

(Thoá)—<ONDE É QUE VOCÊ TÁ, SUA DESCABEÇADA?!?>

(Bucky)—<Na casa de um suywan, que me livrou de uma encrenca brava. Ele sabe até falar no nosso idioma!>

(Thoá)—<Um suywan?!? E como ele é?>

(Bucky)—<Quer ouvir primeiro o que te interessa ou o que interessa à Risara?>

(Thoá)—<O que me interessa primeiro!>

(Bucky)—Tan puyuu Si kon! <Mas pela cara dele – E pelo estado da casa dele – me parece que ele nunca usou.>

(Thoá)—Tan puyuu?... <Quanto?... Conseguiu ver?>

(Bucky)—Mare. <Mas quando ele me viu em pêlo puro, deu pra ver o músculo másculo por baixo da veste. Os suywan não resistem a uma visão de um corpo sem panos.>

(Thoá)—<E por que você ficou em pêlo puro na frente de uma raça conhecida em toda Tabax por sua incontinência de libido,posso saber?

(Bucky)—<Eu estava trocando de roupas e falei algo que o irritou... Hihihi... Precisa ver a cara dele bravo!>

(Thoá)—<Eu quero ver é o puyuu dele, se vale a pena. Qualquer coisa, semana que vem eu já estou pronta...>

(Bucky)—<Te garanto, é maior que os Bananões Paulistas que você pega na feira e fala que é pra “fazer uma vitamina”...>

(Thoá)—<E-eu FAÇO vitaminas com elas! Olha, eu tô aqui no hotel, vou dormir, à noite a gente se fala...>

Era meio-dia quando Bucky acordou, com um som de liquidificador lhe atazanando os ouvidos. O excesso de claridade forçou os olhos de Bucky a ficarem fechados por mais alguns minutos. Logo depois, a claridade já estava aceitável, e Bucky saiu do sofá-cama, rumo à cozinha.

Mas quem estava lá não era Don.

--AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!!!!

(Don)—(Uaaah...) Mas que gritaria é essa, logo de manh--

Uma garota de seus 10 anos e cabelos pintados de vermelho corre rumo a Don e abraça-o forte pela cintura.

(Don)—Sheila?

(Sheila)—MANO!!! Uma... Uma... Uma COISA entrou aqui no apê!!! Tá lá na cozinha!!!

(Don)—Larga da minha cintura, Sheila, aposto que até sei quem é...

(Continua...)
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Re: Fur And Skin - Pequenina Dançarina

Mensagempor Jibaku-san em Qui 19 Set, 2013 12:15 am

Com certeza sua cronologia não fica para trás da de Zelda... se você não entendeu, me mande uma pm que eu explico...

Ficou show, 'coisa' foi pesado... Quantas semanas até o Haras?
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Re: Fur And Skin - Pequenina Dançarina

Mensagempor Snowmeow em Sex 27 Set, 2013 2:38 pm

(Continuando...)

(Don)—Larga da minha cintura, Sheila, aposto que até sei quem é...

Na cozinha, vasculhando a geladeira, Bucky acha uma maçã e começa a mascá-la.

(Bucky)—<É tua filha, essa sirene em forma de suywan?>

(Don)—<É minha irmã, Sheila.> Sheila, vem cá!!! Esta é uma colega minha, o nome dela é meio difícil de falar, mas pode chamá-la de Bucky.

Sheila, no entanto, ficava escondida atrás de Don, sem ter coragem de dar um passo à frente.

(Bucky)—<O que há com ela, até parece que ela nunca viu um ooza na vida!>

(Don)—<Muita boataria que os meus pais falam pra ela. Por que você acha que eu saí de casa?>

(Sheila)—Que idioma estranho é esse que vocês estão falando? E como você consegue se comunicar com ela tão facilmente? Quantos anos ela tem? Eu vi o sofá-cama desdobrado... Ela dormiu aqui?!? Os pais dela sabem disso?!?

(Don)—Uma pergunta de cada vez, Sheila!

(Sheila)—É tua namorada?

Nisso, Bucky se deslancha a rir!

(Don)—<Está rindo por quê?>

(Bucky)—Ahahahahahah, <essa parte eu entendi!> (Para Sheila) Caham... Naum. Eu naum namoradja Don.

(Sheila)—Ufa! Já pensou se o pai ou a mãe descobre que você é um pedófilo?

(Don)—CUMA?!?

(Sheila)—Tá certo que ela é mais “desenvolvida”, mas eu sou pouquinho mais alta que ela! Quantos anos ela deve ter, doze?

(Don)—<Bucky, qual é a tua idade? Minha irmã quer saber.>

(Bucky)—<Quantos anos você acha que eu tenho?>

(Don)—<Sei lá, uns 17?>

(Bucky)—<23.>

(Don)—Ela tem 23 anos, Sheila.

Sheila fica pasma. Não acredita que aquele cisco de ooza tenha 23 anos. Toma coragem e fica perto de Bucky, para comparar os tamanhos.

(Bucky)—<É verdade, tua irmã é magra, mesmo. Quantos anos ela deve ter, doze?>

(Sheila)—O que você disse?

A pônei saca um livreto de seu bolso, folheia umas páginas, e tenta falar português.

(Bucky)—Você, anos quantos ter? Dowzi?

(Sheila)—Dez.

(Bucky)—Dez, dezdezdezdez... <Ah, dez! Tá grande pra idade que tem!>

Sheila olha o corpo de Bucky, vestido com suas roupas que iriam para o brechó. De fato, as curvas apontam que é uma adulta, mas ela ainda não conseguia compreender o por que do tamanho dela. Geralmente, eqüinos são altos.

(Bucky)—Você, cara de quem pergunta estar. Que é?

(Sheila)—Er... Por que você é tão... Baixinha?

(Bucky)—Bai-xi-nha?... Baixinha, baixinha... (Vasculha o dicionário) <Don, o que é “baixinha”?>

(Don)—<Uma ooza...> (Leva a palma da mão à altura da própria cabeça e vai baixando até encostar na cabeça de Bucky) <...Baixinha.>

(Bucky)—<Ah... Meus pais. Eram irmãos e não sabiam.>

(Don)—Genética. Os pais dela eram irmãos e não sabiam.

Seguiu-se uma conversa animada entre Sheila e Bucky, com Don servindo de interlocutor. Apesar da idade, Sheila tem ideias à frente de seu tempo, e não suporta a repressão de seus pais, por isso, de vez em quando passa um tempo na casa do seu irmão, aproveitando pra colocá-la em ordem.

Bucky contou sua história, também. É difícil para alguém como ela arrumar um emprego, então ela resolveu aprender a dançar e participar de campeonatos de dança, vivendo disso. Suas amigas, Thoá e Risara, ganham uma parte do prêmio e em troca vasculham pela Rede Numerada tabaxi e pela Internet terráquea em busca de campeonatos de dança que tenham prêmios em dinheiro, e inscrevendo Bucky neles de acordo com a sua agenda. Ela planeja voltar a Tabax, pois há um campeonato milionário de dança em Ahan-Kahabo, daqui a 15 dias.
No final, Sheila tratou de ensinar umas expressões em português para Bucky, incluindo o básico: Palavrões. Em retribuição, Bucky tratou de ajudar Sheila com a inglória tarefa de limpar o apartamento de Don, ao mesmo tempo que aprendia o nome das coisas no idioma dos suywan.

Entardeceu, e Bucky se lembrou de reencontrar com Thoá e Risara no hotel onde elas estavam hospedadas. Despedindo-se de Sheila, Bucky e Don pegam um ônibus até as proximidades do hotel.

(Don)—<É uma pena, faz tempo que minha irmã não conversa tão animadamente. Isso quer dizer que você não vai voltar, né?>

(Bucky)—<Só se for uma coincidência. Mas não espere minha presença se houver qualquer outro campeonato nessa boate onde eu fui.>

(Don)—<A La Macchina?>

(Bucky)—<É, essa aí. Não tenho a menor vontade de ver a cara daquela suywan metida a dona do pedaço.>

(Don)—<Tá falando da Kate? Aquela é uma oferecida! Pra abrir as pernas pro Moe, tem que jogar o amor-próprio na lata do lixo!>

(Bucky)—<Olha, é o ponto!>

Don e Bucky descem, já vendo a fachada do Hotel Camarada, um hotel com temática comunista, atravessam a rua e Bucky liga para Thoá.

(Bucky)—<Thoá, estou no hotel. E trouxe o suywan pra você ver.>

Ouve-se um estardalhaço, e depois um barulho de passos descendo escadas na maior afobação.

Thoá e Risara chegam à recepção do hotel, agarrando Bucky e jogando-a pra cima (Bucky ODEIA isso!), em pleno clima de festa.

Thoá possui uma pelagem cinzenta-clara, quase branca, pendendo pro azul, crina e causa brancas. Risara, por sua vez, é castanha com algumas manchas brancas, e suas partes sem pelos (Sim, os ooza possuem partes descobertas!) são rosadas como o rosto de uma polaca, contrastando com o tom ebâneo usual aos equinos. Risara é mais calma e reservada, enquanto que Thoá é frenética e explosiva (E bebe MUITO!). E, a respeito de machos, Risara escolhe pela personalidade, o que falam, como se comportam, enquanto Thoá vai direto ao assunto e gosta de machos que possuam um belo físico, ou pelo menos, um belo dote.

Don, quieto até então, observa a festa das três, e olha o seu relógio. Thoá nota Don e dispara:

(Thoá)—<É esse o teu novo namorado?>

(Continua...)
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